Naeimeh Doustdar Sanaye

jornalista, escritora e ativista iraniana dos Direitos Humanos, foi hospedada na cidade-refúgio de Malmö (Suécia), de 2012 a 2014

26/10/2016

naeimehdoustdar
Foto por Reza Haji Hosseini

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1) Por que você teve que deixar seu país ?
Fui presa em 2009, depois dos protestos no Irã, e fiquei sob censura durante anos, impedida de publicar meus livros. Na saída da prisão, as coisas ficaram ainda piores e tive que deixar meu país.

2) O que você fazia na cidade-refúgio onde morou, durante dois anos?
Na época, quando era uma escritora convidada em Malmö, participei de diferentes eventos, conferências e leituras, falando sobre a liberdade de expressão. Também tive mais tempo para escrever e me concentrar em minhas atividades literárias.

3) Qual a importância da ICORN para você ?
Ter um lugar seguro para viver, escrever e trabalhar é a coisa mais importante para mim. É isso que a ICORN providencia para os escritores em perigo e sob censura.

4) O que você fez depois dos 2 anos de residência ?
Consegui ficar na Suécia e trabalho uma parte do meu tempo como coordenadora do programa da ICORN. A maior parte estou escrevendo para a mídia persa no exílio. Sou a editora da seção sobre mulheres.

Biografia

Naeimeh Doustar Sanaye é jornalista, autora e ativista dos direitos humanos do Irã. É autora do blog naeimehdoustdar.wordpress.com

Nasceu em Teerã e tem mestrado em Língua persa e Literatura. Começou a trabalhar com jornalismo ainda adolescente e trabalhou para revistas, jornais e mídia on-line desde 1997, com foco em questões sociais, políticas e relativas aos direitos das mulheres. Foi galardoada com prêmios nacionais de jornalismo.  A partir de 2009, seus escritos jornalísticos trazem-lhe problemas com as autoridades, resultando em perseguições e detenções. À medida que o governo iraniano reforçou seu domínio sobre a liberdade de expressão, seus artigos e escritos foram censurados, antes mesmo de serem publicados, e ela recebeu reprimendas. Desde que chegou na Suécia, em 2012, tem sido ativa nos debates sobre a situação dos Direitos Humanos no Irã e publicou três livros de poesia traduzidos para o sueco. Sua mais recente coleção de poesia, Embracing my Lump, foi publicado em Junho de 2016. Foi escritora convidada pela cidade-refúgio de Malmö, de 2012 à 2014.

embracing-my-lumps

Disponível para compra em Amazon e Barnes & Noble.

Assista também aos vídeos de Naeimeh Doostdar, sobre seu tempo na prisão de Evin, no Irã, publicados pelo projeto Jornalismo não é crime (Journalism is not a crime):

Detained on a Plane

Evin, The Notorious Prison 

They Ignored Our Feminine Needs

Psychological Tortures

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