Jasmina Rihar

CABRA:

é tradutora free lance slovena que mora em Ljubljana. Integra o Conselho da ICORN desde 2012.
(30/06/2016)
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Fotos: cortesia da autora, discurso em Ljubljana e interpretação em reunião internacional de escritores 2012.

 

CABRA:  Por que você está envolvida com a ICORN?
Fui nomeada coordenadora da ICORN pelo PEN da Slovenia, que foi o promotor da rede na cidade de Ljubljana. Desde o início, as reuniões e assembleias da rede foram altamente inspiradoras. É gratificante fazer parte de uma organização em que ações muito concretas são tomadas para ajudar aqueles que são perseguidos por terem expressado seus pensamentos. Depois da minha eleição para o conselho da ICORN, meu entusiasmo não podia deixar de crescer, devido ao fato de fazer parte dessa equipe grande e verdadeiramente comprometida com a causa.

CABRA:  Que tipo de atividades você organiza para / com ICORN?
Como coordenadora, tento o meu melhor para fazer com que o artista hospedado se sinta em casa, em seu novo país, de acordo com suas necessidades, e envolvê-lo, tanto quanto possível, na comunidade artística local e em contextos mais amplos. Como membro do Conselho, sinto que a minha tarefa é apoiar e promover. Somos uma espécie de “vigias” da rede.

CABRA:  Qual a importância da ICORN para você?
A ICORN está comemorando o seu 10º aniversário este ano e acredito que provou a sua dedicação e eficiência, durante esse período. Além disso, existe ainda um grande potencial na rede, por causa de seu crescimento. Dizendo isso, é claro que é trágico observar que mais e mais cidades são necessárias, porque o número de artistas perseguidos está aumentando, constantemente. Nossa última esperança é que, um dia, organizações como a ICORN venham a se tornar supérfluas. 

CABRA:  O que você acha do fato de o Brasil ingressar a rede internacional da ICORN ?
O Brasil representa um grande potencial para a rede, abrindo muitas possibilidades para um enriquecimento mútuo. CABRA é uma iniciativa maravilhosa, trazendo também novas abordagens para a rede. Estou certa de que Brasil pode se tornar uma importante porto seguro em uma parte ainda muito instável do mundo.

  

Breve biografia
Jasmina Rihar (Ljubljana, 1975) é tradutora freelance, principalmente nas áreas de Filosofia, Teologia, História e Antropologia. Desde o segundo grau, tem organizado eventos culturais, bem como encontros e simpósios internacionais. Coordenou a Assembléia Geral da ICORN, em 2014, em Ljubljana, e está na diretoria internacional da ICORN, desde 2012.

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