Housam Mosilli

escritor e jornalista sírio, está hospedado na cidade-refúgio de Linkoping, na Suécia
10/10/2016

mosilliFoto: Khalid Eid.

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1) Porque você teve que deixar seu país ?
A principal razão pela qual deixei meu país de origem, a Síria, foi a política relacionada com meu trabalho de publicação de artigos. Fazia também manifestações civis contra o regime de Assad. Deixei a Síria depois de ter sido ameaçado, preso várias vezes, e torturado quase até morrer.

2) O que você está fazendo na cidade-refúgio onde mora agora ?
Em Linkoping, agora sou capaz de continuar a escrever e a publicar, falando livremente sobre o que está acontecendo em meu país, e tentando entregar a mensagem de meu povo para o mundo. Estou fazendo uma série de conferências, leituras, palestras e reuniões, livremente, e numa atmosfera muito acolhedora.

3) Qual é a importancia da ICORN para você?
Como membro da ICORN, posso dizer que eu sou um dos mais sortudos da minha área. A ICORN me ofereceu uma grande oportunidade, no mundo muito difícil em que estamos vivendo agora: a chance de ser eu mesmo e de continuar fazendo o que gosto e quero fazer.

4) O que você vai fazer depois da residência da ICORN?
Ainda estou pensando sobre isso. Até agora, ficar na Suécia me parece uma ótima opção, já que eu não posso voltar para meu país neste momento, nas circunstâncias atuais.

Biografia
Housam Al-Mosilli é um respeitado escritor, jornalista, tradutor e pesquisador da Síria. Viveu em Damasco. Após três detenções e tortura, por parte das forças de segurança da Síria, por cobrir manifestações contra o governo, fugiu do país, em 2012.

Foi para o Líbano, mas, depois de ter recebido ameaças do Hezbollah, fugiu para o Egito. Depois do que ele descreve como golpe militar, no Egito, em agosto de 2013, finalmente fugiu para a Turquia, onde viveu em Istambul, durante dois anos e meio.

Em seus escritos, Housam lida com as questões dos direitos humanos e políticos na situação actual, na região do Médio Oriente, em particular com o aumento do extremismo no norte da Síria. Trabalha como tradutor e leitor de provas para publicação na “Noon House” e na “Al Mutawassit Publishing House”. É poeta, continua a escrever um romance em árabe e um livro sobre cinema e política. Como jornalista, ainda continua a escrever artigos políticos para revistas.

Saiba mais sobre a fuga de Mosilli, em seu relato para Local Voices, uma iniciativa que dá voz a refugiados e perseguidos políticos na Suécia.

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