Por uma universidade-refúgio

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O debate “Viver em liberdade: o artista em risco” foi realizado neste dia 1 de novembro, com a participação de Félix Kaputu, Lucia Castello Branco e Sylvie Debs, no âmbito da rede ICORN (Internacional Cities of Refuge Network), no SESC Palladium.

Belo Horizonte integrou a rede em 2017, com o convênio UFMG – ICORN , obrigando-nos a expandir conceito de “cidade-refúgio” para o de “universidade-refúgio”, ao acolher o escritor Felix Kaputu, originário da Republica Democrática do Congo. A partir das ideias de Derrida, sobre a cidade-refúgio e sobre a “universidade sem condições”, propomos desenvolver uma de suas formulações, que nos serviu de guia na construção da CABRA (Casas Brasileiras de Refúgio): “a ética é a hospitalidade”.

Casas Brasileiras de Refúgio: são casas – no plural – e serão várias e variadas, como nos diz Lucia Castello Branco, escritora e professora Titular em Estudos Literários Faculdade de Letras da UFMG:

“Porque aqui, no Brasil, o que propomos não é exatamente a ideia de uma cidade-refúgio para abrigar um escritor em risco, mas antes a ideia de uma universidade-refúgio que abrigue o risco de uma escrita, o risco de uma escrita estrangeira, de um original que não conhecemos e que provavelmente não conheceremos jamais, seja porque o original se perdeu, seja porque não há o original, seja porque, sendo um projeto de refúgio dos estrangeiros, mas de estrangeiros que escrevem, este é também um projeto de refúgio das línguas, das culturas, dos povos, de suas paisagens, de sua fome, de sua maneira de comer, de beber, de rezar, de fazer a higiene, de fazer o amor.”

Leia aqui o texto “Por uma universidade” de Lucia Castello Branco na íntegra e assista ao vídeo sobre os 90 anos da UFMG

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